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Uma imagem atrás da outra [oficina]

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 Aconteceu online, via ZOOM. Quem estava na guiança era a artista Bruna Mazzoti.  Foi durante uma semana e logo no primeiro ou segundo dia fizemos o exercício de fechar os olhos e tentar registrar o que víamos de olhos fechados. Lembro muito desse exercício. (anexo imagens de alguns desenhos do que consegui ver) Depois, no penúltimo dia, a gente construiu instalações em casa a partir de alguns gatilhos que eu vou deixar registrados porque podem servir em algum outro momento. Aliás, vou passar para cá todo o documento de texto que construí durante a oficina. Estou relendo hoje, no dia da postagem, e está sendo muito bom me reencontrar com essas palavras. Eu amo isso, não nego.   ▼  Bloco de registros     ▼ Proposta roteiro-ritual Esta proposta surgiu a partir das provocações das oficinas, mas não necessariamente surgiu para ser compartilhada com o grupo. Estava mais para algo que eu precisava dar forma para só então experimentar. Até a data de hoje ainda não o experimentei, confesso q

Pausa: modos de operar em scanner¹

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É de uma precisão muito sutil a observação que a prática da Eutonia propôs-me. O toque também, que escuto com o corpo e agora sim posso dizer que escuto, porém sem ignorar o caminho de silenciosos e pausas que tracei e scaneio aqui, em palavras. O silêncio e a pausa, para existir, precisam da consciência e me deparei com a busca da mesma durante o processo em aula, partindo da pergunta formulada como estímulo inicial: onde mora a consciência do corpo? Dado esse início, muitas outras questões distribuíram-se por minhas camadas, muitas delas apenas identifiquei quando tinha me convencido que elas nem existiam mais; acontece que esse convencimento só me fez perceber que nada deixa de existir no corpo, tudo que surge apenas espalha-se ou acumula-se na extensão que ele comporta. O convívio, o outro, me faz entende onde é possível vazar e assim vejo estados que inaugurei, servi de referência ou atravessei, gerando identificação, incômodo, recepção ou outros estados possíveis. O

foi-se raiz

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O filme ou videopoesia apresentada foi realizando durante a pandemia, onde estive trabalhando todo o tempo em casa. Nada que seja muito diferente da minha rotina habitual de criação, exceto pelo cenário que assolava a todes nós, de todos os lados. Senti as rupturas de dentro e de fora de mim, este vídeo expressa um pouco desse meu olhar para questionar se o que foi deixa de ser o que é, ainda que mude. Dualidade oposta-complementar da vida e da morte, não pra variar. Uma observação importante sobre o processo é que nele contei com a ajuda de minha companheira Dandara pra filmar as partes em preto e branco, sobre minha direção, mas seu olhar.       sinopse:  A vida que permanece como um eterno retorno.

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criei uma saudação?    estou com a lombar tatuada. uma cobra bicéfala.  ainda sinto dores, ardências. um local muito sensível, uma operação muito delicada. mas fiz para despertar os sentidos, a pele, os nervos.   ontem, enquanto me movia pela casa, comecei a repetir uma sequencia. ao som de uma música , em especial. lembrei de Nut enquanto a executava e enquanto fazia o movimento de lembrança, falei o nome da deusa.    parece-me uma saudação que atende pelo nome dela foi a noite e sob a luz azul me senti firmando e expandindo o espaço abaixo e acima de mim      

objetivo

coordenação flexibilidade força é a tríade que eu preciso cultuar todos os dias em minhas práticas corporais.

quis contar

Ainda não sei que tag dar pra esse exercício, mas aqui ele agrupa no marcador "memória" e é um canal de abertura para que algumas de minhas narrativas fiquem disponíveis, em um dos meus territórios online.  Qual a importância de se contar, para mim e para o outro?   entidaDJ · um breve passeio pelos primórdios do agora  

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O que acontece enquanto a aula acontece, e era isso que acontecia. Beirando o anoitecer, começando a escurecer, a aula havia começado e todos se reuniram na sala online pra cumprir um protocolo e pra entrar em intensas buscas por sentidos em processos ou processos de sentido. Eu, claro, comecei a dançar. Novamente dizendo, me adaptei muito bem a este formato de aula, principalmente por poder assimilar um conteúdo em movimento. Os conteúdos não só fazem sentido como ganham corpo e isso é literal, real, presente. Funciona pra mim e eu queria viver assim. Assimilando dessa forma, sem forma, mas em composição. Sei lá... A maneira como estamos habituados a receber as informações é plástica, sintética, sem força. É um ver, mal ouvir e falar, falar muito. Sinto que em muitos momentos em não tenho o que falar, embora tenha muito o que comunicar. A fala quase nunca me contempla e eu sinto que crio uma língua enquanto danço. Uma língua minha, mas que não é só, afinal eu não sou só eu.   Aula de