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notas de pesquisa #3

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 81, 82 e 83 é o Olimpo dos samba-enredos - segundo Teresa Cristina na live de aniversário da União da Ilha e de quebra: https://www.letras.mus.br/uniao-da-ilha-rj/474654/ um video com textura de camerinha e as letras de lacre de/com marina um tarô de colagens, em três camadas e tamanho de foto clássica analógica

Percurso de leitura

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Saí do condomínio, o ponto 1, com "Fogo nas Encruzilhadas" debaixo do braço e fui até a banca comprar varejo. Na entrada do bloco vi ume adolescente com adesivos de arco-íris de cada lado da bochecha, com uniforme da escola e automaticamente senti uma alegria por ver aquele rostinho enfeitado desse jeito.  Na banca, o cara já estava fechando mas deu tempo de perguntar do cigarro. Ele disse que tinha acabado mas me apontou um lugar na outra direção e exclamou depois que eu virei: "é só hoje!" e rimos, eu disse que voltava. Esse foi o ponto 2.  No ponto 3, eu pedi o varejo e ele disse que só tinha Carlton e que era 1,50, exatamente o dinheiro que eu tinha no bolso. 4 de 25 e umas de 10 e 5 formando 50 centavos. Quase levei 1, mas quis levar mais 50 de precaução e coloquei em bolso separado. Comprei o cigarro e acendi com meu isqueiro atravessando a rua. Os 2 caras que estavam no ponto 3, o bar/lanchonete, ficaram me olhando. Segui a rua para o ponto 4, a encruza. Só h...

Afrocerimônias: a negritude e o pós dramático com Rodrigo de Odé

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O curso é uma proposta de imersão em ações criativas de comunicação, conhecimento e transformação, a partir de uma articulação entre a capoeira angola, a filosofia africana, o cinema e o teatro pós-dramático, como forma de exploração da presença, da linguagem, da energia e do corpo negro em cena.  Foi a primeira ação da Escola Preta de Artes gerida pela Confraria do Impossível no Terreiro Contemporâneo. Uma oficina/abre-alas e um consolo por eu descobrir depois que não conseguiria vaga em nenhuma das turmas que tentei vaga. Uma pena, mas semestre que vem tento de novo! Um projeto de encher os olhos, sabe? Rodrigo inicia em roda trazendo para nós alguns itans. Antes, nossos nomes e uma palavra. A minha foi LIBERAÇÃO. O mais marcante dos itans foi o da criação de Exu Elegbara, aquele que é capaz de parir a mãe pela boca, que cria a si mesmo. Ele publicou um livro do texto de uma peça que está em processo e tem data de estreia pra esse ano chamada Elegbara Beat. Daí a condução já come...

Colcha de retalhos

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Minha mãe, Maria das Dores, é costureira desde que me conheço por gente. Sempre foi uma função paralela, um extra, mas que configura um ofício que ela aprendeu desde muito novinha. Talvez o primeiro, não sei... sei que aprendeu vendo minha avó e outras mulheres da família costurando. Dizia ela que construía bonecas e fazia roupinha para elas e assim ela tinha com o que brincar. Aliás, minha mãe até hoje tem uma paixão muito grande por bonecas de pano e ela continua as confeccionando.  Não é como se eu nunca tivesse tido vontade de aprender a costurar, mas em algum momento da minha pré adolescencia, a relação começou a ficar bem difícil e nós nem sequer nos suportávamos mais. Uma saturação, incompreensão, falta de propósito para estar junto, apenas obrigação. Aprender algo com ela não fazia o menor sentido, embora nada abalasse o reconhecimento que eu tinha em relação a ela. Uma profissional impecável. Anos se passaram e eu fui trabalhar com edição de video. Não foi de pronto que es...

questão

como é interpretar o silêncio?