beyond Exchange #ValorCultural

No primeiro parágrafo das boas-vindas do cronograma de imersão estava escrito: 

"Parabéns! Você foi um dos 40 jovens líderes selecionados  para participar do projeto Beyond Exchange (#ValorCultural), um lab organizado pela Agência Redes da Juventude e Redes da Maré, produzido em parceria com a People's Palace Projects e com o apoio dos professores Paul Heritage (Queen Mary University Of London) e Leandro Valiati (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)."

Essa imersão fora uma experiência de 3 dias de convivência em um hotel na zona serrana do Rio de Janeiro, para nos integrarmos a metodologia da pesquisa e nos integrarmos enquanto grupo. Lá foi de fato o momento de conhecer esse desafio ao qual me propus mais de perto, que desde o comecinho, desde o primeiro contato, já parece desafiador. 
Economia Criativa, Valor cultural, empreendedorismo, desenvolvimento, e mais um monte de assuntos preencheram os dias. Nos juntamos em grupos, chamados de HUBs de trabalho, divididos por temáticas. Fiquei com narrativa, por escolha (foi assim com todos), já que preciso entender com quem falo e o que falo, que tipo de conexão eu quero estabelecer em meu projeto, a Performídia. 
Terei um pouco menos de 4 meses para desenvolver uma pesquisa em torno do meu negócio com foco na temática que escolhi e unindo esse propósito aos outros, do meu grupo e os demais também. Parece um pouco intenso! E vai ser, tenho certeza. Porém uma fenda se abriu na minha cabeça, talvez alguma luz esteja entrando, luz essa que vai me fazer enxergar mais lugares disso que estou propondo. Conhecer pessoas ainda é uma excelente maneira de fazer correr os rios, inclusive, muito rica a troca com outras experiências no período imersivo. 

Estou agora dentro de uma outra etapa de pesquisa em negócio, dando uma base mais sólida para os meus possíveis alcances.  

Escrevi um relatório diário no Facebook, pra compartilhar com os amigos que tenho acesso na rede e também para começar a vincular a tag #ValorCultural, que é a tag oficial da pesquisa.

dia 4

Marco a experiência como um intercâmbio porque é uma palavra cuja a ideia expressa algo muito parecido com exchange ou troca, em português. A imersão foi justamente para sairmos dos nossos territórios e, juntos, partilharmos um território em comum. Lá muito se falou sobre arte, cultura, acesso, luta, trânsito, condições e oportunidade. Conhecer outras narrativas, me faz querer contar a minha de modo mais aprimorado, afinal dividíamos sim o lugar de periféricos/favelados, mas éramos indivíduos de potências diversificadas. 


[edição de vídeo do processo em andamento]